segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

MORRER É GRANDE LUCRO


 CINCO RAZÕES PARA ISTO

Para toda pessoa melancólica, que pensa de maneira patológica
sobre a morte, existem provavelmente milhões de pessoas
que não pensam muito a respeito dela. Quando Moisés
contemplou a brevidade da vida, ele orou: “Ensina-nos a contar os
nossos dias” (Sl 90.12). É bom pensarmos na morte. Devemos viver
bem para que morramos bem. Parte do viver bem inclui o aprendermos
por que a morte é lucro.
Nesta meditação, oferecemos cinco razões, mas elas representam
apenas um pouco das glórias. Por exemplo, elas não contemplam
a grande glória da ressurreição; mas, embora fiquem aquém daquele
grande Dia, existe o suficiente para nos deixar sem fôlego e dizer,
como Paulo:
Para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.

1. No momento da morte, os crentes serão aperfeiçoados.
Não haverá mais pecado em nós. Acabaremos com a luta interior
e com os desapontamentos de ofender o Senhor, que nos amou e a Si
mesmo se entregou por nós.
“Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a
Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal
assembléia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o
Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados” (Hb 12.22-
23).
2. No momento da morte, seremos libertos do sofrimento deste
mundo.

Ainda não desfrutaremos da alegria da ressurreição, mas teremos
o gozo de ser livres do sofrimento. Jesus contou a história de Lázaro
e o rico para mostrar a grande reversão que ocorre na morte: “Então,
[o rico] clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E
manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque
a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém,
Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e
Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado;
tu, em tormentos” (Lc 16.24-25).
3. No momento da morte, ganharemos profundo descanso
em nossa alma.

Haverá uma serenidade sob o olhar e o cuidado de Deus que
ultrapassa qualquer coisa que já conhecemos neste mundo, no mais
brando entardecer de verão, ao lado do mais pacífico lago, em nossos
momentos mais felizes.
“Vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos
por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam.
Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano
Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue
dos que habitam sobre a terra? Então, a cada um deles foi dada uma
vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco
tempo” (Ap 6.9-11).
4. No momento da morte, experimentaremos um profundo
senso de estar em casa
.
Toda a raça humana, mesmo sem perceber, sente muita falta de
Deus. Quando formos ao lar, para viver com Cristo, haverá um
contentamento que excede qualquer senso de segurança e paz que
conhecemos. “Estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo
e habitar com o Senhor” (2 Co 5.8).
5. No momento da morte, estaremos com Cristo.
Cristo é a pessoa mais maravilhosa que qualquer outra na terra.
Ele é mais sábio, mais forte e mais amável do que qualquer pessoa
com quem nos alegramos em passar tempo. Cristo é sempre
interessante. Ele sabe exatamente o que fazer e o que dizer, em cada
momento, para tornar os seus amigos tão felizes quanto puderem ser.
Cristo transborda amor e infinita percepção a respeito de como usar
seu amor para fazer que os seus sintam-se amados. Por isso, Paulo
disse: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.
Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não
sei o que hei de escolher. Ora, de um e outro lado, estou constrangido,
tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente
melhor” (Fp 1.21-23).
Com estas cinco razões para considerarmos a morte como lucro,
vimos apenas a superfície da maravilha. Existe mais — muito mais

John Piper



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