sábado, 5 de novembro de 2011

Deus - O Oceano de Felicidade

"O deleite em Deus é a única felicidade com que nossas almas podem ser satisfeitas. Ir para o céu, para desfrutar plenamente Deus, é infinitamente melhor do que as aspirações mais agradáveis desse mundo. Pais e mães, maridos, esposas, ou filhos, ou a companhia de amigos terrenos, são apenas sombras, mas Deus é a substância. Estes são apenas raios dispersos, mas Deus é o sol. Estes são apenas côrregos, mas Deus é o oceano.

Jonathan Edwards

PECADOS DE OMISSÃO - John Owen (1616-1683)

PECADOS DE OMISSÃO - John Owen (1616-1683)
Você não mortificará nenhum pecado a não ser que, sincera e diligentemente, busque lidar com todo pecado.

Para colocar isto de modo bem simples, ao cristão não é dada a opção de decidir qual é o pecado na sua vida que precisa ser mortificado. Se o cristão não estiver comprometido com a mortificação de cada um e de todos os pecados na sua vida não alcançará sucesso na mortificação de um único pecado. Permitam-me explicar o que quero dizer de um modo ainda mais completo.
Um cristão é provado por um desejo pecaminoso. Este desejo pecaminoso (pense naquele que melhor se aplica a você) perturba o cristão. Está sempre derrotando-o e rodeando-o de modo que ele aspira por uma libertação completa. Não apenas isso, ele luta, na verdade, contra esse pecado, ora e lamenta quando é derrotado por ele. Ao mesmo tempo, contudo, há outros deveres da vida cristã que ele não leva muito a sério. Pode passar dias sem desfrutar de verdadeira comunhão com Deus. Pode ler sua Bíblia de um modo casual, negligenciando a meditação na Palavra de Deus e gasta pouco ou nenhum tempo em oração. Estes deveres negligenciados ou executados de modo indiferente na sua vida cristã são pecados (pecados de omissão), mas não o perturbam como o pecado do qual deseja ser liberto. Bem, o ponto que estamos procurando enfatizar é que o cristão não deve esperar obter libertação do pecado que o perturba enquanto não começar a tratar os outros pecados com a mesma seriedade.

Por que as coisas são assim? Há duas razões:

a) Esta tentativa de alcançar uma mortificação parcial se baseia num raciocínio falso. Sem ódio ao pecado como pecado (e não apenas ódio das suas conseqüências perturbadoras) e um sentimento do amor de Cristo na cruz, não pode haver a verdadeira mortificação espiritual. Ora, esta tentativa de mortificação não evidencia estar sendo motivada pelo ódio ao pecado como pecado e a um reconhecimento do amor de Cristo na cruz. Antes, o motivo é tão-somente o amor próprio. Certo pecado em particular perturba a paz desta pessoa e o seu bem-estar, e então ela luta contra este pecado simplesmente para obter novamente a paz e o bem-estar.

A esta pessoa um pastor fiel precisaria dizer:

Amigo, você tem negligenciado a oração e a leitura da Bíblia. Você tem sido descuidado quanto ao exemplo de vida que dá aos outros. Estas coisas são tão pecaminosas e más como o pecado que você está procurando vencer. Jesus derramou Seu sangue por esses pecados também. Por que você não se esforçou para vencê-los? Se você realmente odiasse o pecado, você seria tão vigilante em relação a tudo que entristece e perturba o Espírito Santo como está sendo em relação a este pecado que perturba sua alma. Acaso você não percebe que sua batalha contra o pecado se volta tão somente para a busca da sua paz e do seu bem-estar? Pensa que pode contar com a ajuda do Espírito Santo para livrá-lo do pecado que lhe perturba quando não demonstra nenhuma preocupação em lidar com outros pecados que O entristecem tanto quanto esse que perturba você?

O que quer que possamos pensar, a obra da mortificação que Deus requer é um comprometimento total com a mortificação de todo pecado. Se um cristão sinceramente pretende fazer o que Deus requer, pode contar com a ajuda do Seu Espírito. Se o cristão está apenas interessado em fazer sua própria obra (ou seja, simplesmente mortificar o pecado que o perturba) Deus o entregará a lutar pela sua própria força. O mandamento é: "purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne, como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus" (2 Cor. 7:1). Se fizermos alguma coisa, é mister que tentemos fazer todas as coisas.

b) Às vezes Deus usa um desejo pecaminoso forte e que não foi mortificado num cristão como um meio de discipliná--lo. Quando um cristão fica morno (Apoc.3:16ss.) e descuidado no seu andar com Deus, Ele, às vezes, permite que um desejo pecaminoso cresça, fique forte no seu coração, para que se torne numa chaga e num fardo para ele. Esta pode ser uma das maneiras de Deus disciplinar um cristão por sua desobediência, ou pelo menos despertá-lo para que atente para seus caminhos e seja chamado a uma mortificação total do pecado. Um exemplo semelhante a este se pode ver na maneira de Deus lidar com Israel nos dias dos Juizes (veja, por exemplo, Juizes 1:27 a 2:3 - especialmente 2:3).
Nota 1
Quando um cristão é atormentado por certo desejo pecaminoso que é tão forte que ele mal sabe como lidar com ele e controlá-lo, isto é geralmente o resultado de um andar descuidado com Deus ou de uma atitude de não levar a sério as advertências das Escrituras.
Nota 2
Às vezes Deus usa a chaga de certo desejo pecaminoso em particular para evitar ou curar algum outro mal. Foi esse o propósito de Deus ao permitir que um mensageiro de satanás perturbasse Paulo, impedindo dessa maneira que "ele se ensoberbecesse com a grandeza das revelações" que havia recebido (veja 2 Cor. 12:7). De igual maneira, pode ser que o Senhor tenha deixado que Pedro O negasse, como um meio de corrigir a exagerada confiança de Pedro em si mesmo.

Quem quiser mortificar qualquer forma perturbadora de lascívia na sua vida, de modo completo e aceitável, deve cuidar de ser igualmente diligente na obediência a todos os deveres aos quais Deus o chama. Deve, também, saber que todo desejo pecaminoso, toda omissão no cumprimento do dever, entristece a Deus. Enquanto houver um coração enganoso, que esteja preparado para negligenciar a necessidade de lutar pela obediência em cada área, haverá uma alma fraca que não está permitindo que a fé execute toda sua obra. Qualquer alma que se encontre numa condição tal de fraqueza, não tem o direito de esperar o sucesso na obra da mortificação.

John Piper: O Pastor Como Estudioso - Uma jornada pessoal

John Piper: O Pastor Como Estudioso - Uma jornada pessoal

1. Observar e assunto de forma precisa e completa.

2. Entender claramente o que foi observado.

3. Avaliar de forma precisa o que foi entendido, separar é o que valioso e verdadeiro.

4. Sentir intensamente de acordo com o valor do que foi avaliado.

5. Aplicar com sabedoria e proveito à vida o que foi entendido e sentido.

6. Expressar na fala, na escrita e nas ações, o que foi visto, entendido, sentido e aplicado; de tal forma que sua precisão, clareza, verdade, valor e utilidade possa ser conhecido e apreciado por todos.











sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Conselhos aos Pastores: como ajudar as pessoas a estarem mais satisfeitas em Deus - John Piper

1. Ame a Deus de todo o teu coração, alma, mente e força na presença dos outros. Isso é contagiante.
2. Ame as outras pessoas a partir do poder da graça de Deus. Isto é, na forma como você as ama, mostre a beleza de Cristo em Seu amor por elas.
3. Conte histórias sobre aqueles que foram encantados pela beleza e glória de Deus. Parece que as verdadeiras narrativas da experiência de pessoas com a dignidade de Deus são muito despertadoras.
4. Descreva o valor de Deus – seu tesouro – em termos abundantes.
5. Ensine as pessoas a orarem para a transformação de seus próprios corações, ou seja, ensine-as a orar como o salmista: “Inclina o meu coração para os teus testemunhos, e não para a cobiça”.

6. Apresente para as pessoas uma meditação e reflexão prolongada sobre a palavra de Deus. A maioria das pessoas não sabe como pegar uma palavra, frase ou sentença de um texto bíblico, memorizá-la e analisá-la repetidamente em sua mente, olhando para ela de diferentes perspectivas, fazendo muitas perguntas sobre a mesma, aplicando-a a diferentes aspectos de sua vida e fazendo analogias dela em sua mente. Mas é precisamente nesse cogitar que a seiva da fruta começa a fluir e a despertar o paladar da alma.
7. Mostre às pessoas como encontrar promessas particulares e específicas na Bíblia para experimentarem. Quando Paulo diz em Romanos 15:13, “ora, o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz na vossa fé…”, ele está apontando que a alegria e paz
surgem à medida que confiamos nas preciosas e grandes promessas de Deus. Portanto, as pessoas precisam fazer uma busca mais específica pelas promessas e então mantê-las em suas mentes, concentrando-se nelas no decorrer do dia.

8. Ajude as pessoas a desligar a televisão. Poucas coisas em nossa cultura são mais espiritualmente entorpecentes do que a televisão. Mesmo os shows chamados “bons”, em geral, mostram banalidades, vulgaridades e tudo o mais, exceto o cultivo de uma
capacidade rica e profunda de gozar a Deus. E quando você acrescenta a isso a avalanche de propagandas sugestivas que acompanha quase todo programa, não espanto porque tantos cristãos professos são espiritualmente incapazes de experimentar pensamentos elevados e emoções profundas.
10. Aponte as pessoas para biografias centradas em Deus. As lutas e as vitórias de cristãos que conheceram a grandeza e a glória de Deus são muito cativantes e despertadoras.
11. Mostre às pessoas como transpor as suas alegrias nas coisas naturais para a alegria em Deus. Veja o que quero dizer. Mesmo a pessoa mais infeliz parece ter uma ou duas coisas em sua vida que a deixa alegre. Pode ser a sua família. Pode ser o céu à noite. Pode ser a pesca. Ajude tais pessoas a fazer uma transposição, ou seja, passar pela linha da música chamada “alegria” em sua alma e transpô-la do natural para o sobrenatural, por um ato de fé em Deus como aquele que criou a família, o céu à noite ou a pesca. Ajude-as a ver que todas as coisas que são verdadeiramente deleitosas neste mundo, que despertam prazeres em seu coração, são dons de Deus e reflexos do seu caráter e da sua bondade. Se eles são capazes de se deleitarem nas coisas naturais, então pela graça do Espírito Santo podem ser capazes de transpor aquelas alegrias a um nível mais elevado, e assim descobrir a alegria em Deus.
12. Chame as pessoas para a confissão e a renúncia dos pecados que os assolam, faz com que se sintam falsos e bloqueia a verdadeira afeição por Deus.
13. Ensine-os sobre a necessidade e o valor do sofrimento na vida cristã, e como isso é tão ínfimo quando comparado com a glória a ser revelada.
Essas são algumas das coisas que podem ajudar o seu povo.
Em minha opinião, o mais útil é simplesmente cuidar da sua própria alma e daquilo que incendeia o deleite por Deus em você, e então partilhar isso com os outros. Que as bênçãos sejam sobre você, à medida que realiza a suprema tarefa de fazer com que a alegria em Deus nasça em sua congregação.

Fonte: Extraído e traduzido de www.desiringgod.org,
com a devida autorização.


Orientações Para o Ministério - John Piper







 Orientações Para o Ministério


Quando eu estava no seminário, um professor sábio me disse que, juntamente com a Bíblia, precisaria escolher um grande teólogo e me dedicar, durante minha vida, a entender e dominar seu pensamento, mergulhando, de preferência, pelos menos a um palmo de profundidade em sua realidade, em vez de constantemente beliscar a superfície das coisas. Que eu deveria, algum dia, ser capaz de "conversar" com este teólogo na condição de colega, e introduzir outras idéias em nosso diálogo frutífero. Foi um bom conselho.

John Piper

Algumas Bênçãos Agradáveis do Cristianismo Masculino - John Piper

Algumas Bênçãos Agradáveis do Cristianismo Masculino - John Piper


(Esse esboço provem de notas tomadas durante a mensagem.)
Por “Cristianismo masculino,” quero dizer que (embora palavras sejam inadequadas):
A teologia, igreja e missão estão marcadas por uma liderança masculina dominante, e um etos de força bondosa, coragem contrita, decisões arriscadas, prontidão para se sacrificar, proteger e sustentar a comunidade – a percepção de um grande e majestoso Deus tornando os homens amorosamente fortes e as mulheres inteligentemente seguras.
Nesse etos…
1. O homem é livre para possuir traços femininos sem ser efeminado, e a mulher é livre para ter traços masculinos sem ser “Maria-rapaz.” (As mulheres mais admiráveis possuem traços masculinos e os homens mais admiráveis têm traços femininos: masculinidade e feminilidade desequilibrada não são tão admiráveis).
2. O homem é devidamente atraído para a vida cristã quando não parece que ele deve se tornar efeminado para ser cristão. (Domínio de liderança feminina mina o senso adequado do chamado de um homem para ser um líder, protetor e provedor).
3. A mulher é mais apropriadamente atraída para uma vida cristã que destaque o lugar correto de homens humildes, fortes e espirituais na liderança. Isso dá uma sensação de alívio e segurança. Faz com que elas sintam um lugar nos os homens em sua vida podem aprender a tomar a iniciativa sem serem dominadores.
4. Somos livres para celebrar mulheres de Deus fortes e corajosas, que amam a visão bíblica da complementaridade, sem uma sensação de arbitrariedade. O homem é tão claramente forte e seguro em sua liderança que não é ameaçado por mulheres que são espiritualmente maduras e eficazes no ministério.
5. O homem é despertado para as suas responsabilidades em casa, pois precisa liderar, proteger e sustentar a família. Uma definição clara de masculinidade ajuda um homem a tomar responsabilidade.
6. Líderes e pais jovens adquirirão uma definição clara de como responder à pergunta de um garoto: “Papai, o que significa crescer e ser um homem, e não mulher?” E uma definição clara de como responder à indagação de uma garota: “Mamãe, o que significa crescer e ser uma mulher, e não homem?”
7. O significado de masculinidade e feminilidade no solteirismo será mais claro e uma vida de celibato sem relações sexuais será mais inteligível e suportável. (As definições de masculinidade e feminidade em What’s the Difference? não são específicas para casados.)
8. Os grupos de louvor não são controlados por mulheres, e as canções escolhidas não são dominadas por um sentimento unilateral de intimidade ou majestade. A presença de homens masculinos e de teologia e música forte dão à adoração coletiva um senso de força que ajuda os homens a descobrir e expressar a plenitude das emoções para com Deus, que o próprio Deus exige.
9. O Deus da Bíblia será mais plenamente retratado e conhecido do que onde o tom é mais feminino. O Deus da Bíblia é esmagadoramente poderoso, autoritário e freqüentemente violento. Ele é o Senhor e Rei, Mestre, Soberano, Pai e Governador. Sua ternura, bondade e paciência brilham na beleza delas porque aparecem nessa luz dominante. As mulheres precisam de um etos desse tipo, para que possam relaxar e crescer mais sem temer que devam trabalhar para criar o etos do esplendor de Deus, para que não seja perdido, pois os homens não estão falando e modelando o mesmo.
10. A pregação é mais prontamente valorizada. Pregação é uma “exultação expositiva” – uma forte aclamação da grandeza de Deus e um apelo apaixonado a uma resposta irrestrita a Ele. O medo de uma pregação forte é parte da efeminação da igreja, e a forma como Deus é e aparece na Bíblia não é conhecida onde a pregação é simplesmente casual e conversacional.
11. Uma mente e um estilo de vida alerta serão mais naturais. E é isso que o mundo precisa de nós – prontidão de entregar nossas vidas por uma causa grande e global, fazendo todo o sacrifício necessário para colocar a palavra de Cristo nos lugares mais inóspitos

Quando o Querer e o Dever Não se Harmonizam - John Piper

Quando o Querer e o Dever Não se Harmonizam - John Piper

Se o seu “querer” não se conforma com o “dever” estabelecido por Deus, o que você pode fazer para ter paz? Vejo pelo menos cinco estratégias possíveis.
  1. Você pode evitar pensamentos sobre o “dever”. Esta é a estratégia mais comum no mundo. Muitas pessoas simplesmente não dedicam energia para considerar o que deveriam estar fazendo e não o estão fazendo. É mais fácil apenas deixar o rádio tocando.
  2. Você pode reinterpretar o “dever”, para que este se pareça com o seu “querer”. Isto é um pouco mais sofisticado; portanto, não é muito comum. Geralmente exige uma educação especializada, para ser feito com credibilidade; ou, a graduação em um seminário pode fazer isso com requinte. (Eu acredito firmemente tanto na educação especializada como no seminário!)
  3. Você pode reunir os poderes da sua vontade para realizar uma forma de “dever”, embora não tenha o “querer” em seu coração. Isso parece muito bom e, freqüentemente, é mal interpretado como uma virtude, até por aqueles que o fazem. De fato, há uma filosofia que diz: “O dever sem o querer é a essência da verdadeira virtude”. O problema desta filosofia é que Paulo disse: “Deus ama a quem dá com alegria” (2 Coríntios 9.7). Isso coloca os que contribuem por “dever” em uma situação precária.
  4. Você pode sentir contrição pelo fato de que o seu “querer” é muito pequeno e frágil — como um grão de mostarda. Depois, se você tiver a capacidade, cumpre o “dever” pelo esforço da vontade, enquanto lamenta que seu “querer” seja fraco e ora para que este logo seja restaurado. Talvez este até seja restaurado enquanto você realiza o “dever”. Isto não é hipocrisia. A hipocrisia oculta a ausência do “querer” e finge que ele existe. A virtude confessa o desejo deficiente na esperança de que a graça perdoará e restaurará.
  5. Por meio da graça, você pode buscar a Deus, para que Ele lhe dê o “querer”, de modo que, chegando o momento de cumprir o “dever”, você terá o “querer”. Em última instância, o “querer” é um dom de Deus. “A mente da carne é hostil para com Deus... e não é capaz de submeter-se à lei de Deus” (Romanos 8.7 — tradução do autor). “O homem natural não pode entender as coisas do Espírito de Deus... por que elas são apreciadas espiritualmente” (1 Coríntios 2.14 — tradução do autor). “Na expectativa de que Deus lhes conceda... o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade” (2 Timóteo 2.25).
A doutrina bíblica do pecado original se resume nisto (emprestado de Agostinho): Somos livres para fazer o que gostamos, mas não somos livres para gostar do que deveríamos gostar. “Pela desobediência de um só homem [Adão], muitos se tornaram pecadores” (Romanos 5.19). Esta é a nossa condição. E sabemos, com base em nosso próprio coração e nas Escrituras, que somos responsáveis pela corrupção de nosso “querer”. De fato, quanto melhor nos tornamos, tanto mais nos envergonhamos de sermos maus, e não apenas de fazermos o mal. Como disse N. P. Williams: “O homem comum pode sentir-se envergonhado de praticar o que é errado, mas o santo, capacitado com o aprimoramento superior de uma sensibilidade moral e poderes perspicazes de introspecção, se envergonha de ser o tipo de pessoa que está sujeito a praticar o que é errado” (citado em Edward Oakes, “Original Sin: A Disputation”, First Things, no 87, novembro de 1998, p. 24).
A obra soberana e espontânea de Deus em mudar o coração é a nossa única esperança. Portanto, temos de pedir-Lhe um novo coração. Temos de orar para que Ele nos dê o “querer” — “Inclina-me o coração aos teus testemunhos e não à cobiça” (Salmos 119.36). “Alegra a alma do teu servo, porque a ti, Senhor, elevo a minha alma” (Salmos 86.4). Deus prometeu fazer isto: “Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos” (Ezequiel 36.27). Isto é a nova aliança comprada com o sangue de Jesus (ver Hebreus 8.8-13; 9.15). “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4.16).

Em parceria com Editora Fiel.

 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Aflição

"Quando o vento da aflição sopra sobre o crente, Deus está no vento. Quando o fogo da aflição o aflige, Deus está no fogo para santificá-lo, apoiá-lo e refiná-lo.

Embora a aflição tenha um aguilhão para ferroar, ela traz asas para voar.


Deus tem uma mão na aflição, mas nenhuma no pecado. Aflições são flechas afiadas, mas disparadas do arco de um Pai Amoroso.

Aflição é a marca da adoção. É o selo pelo qual Deus marca o que é seu. O homem que é santo ao sofrer severamente com algumas feridas diz - "Essas são as jóias com  as quais Deus enfeita seus filhos""

Thomas Watson

O perfil do pastor em risco de adultério

O perfil do pastor em risco de adultério

Osmar Ludovico da Silva

Aquele que pensa que está de pé é melhor ter cuidado para não cair (1 Co 10.12)

– Convive com a solidão e o isolamento do poder. Está sempre cercado de subalternos e bajuladores, sem amigos, sem iguais. Não tem ninguém para alertá-lo.

– Dificuldade de ser pessoal de se abrir e conversar sobre seu coração, sua sombra.

– Enorme necessidade de reconhecimento, afirmação e demonstração de poder.

– Falta de iniciativa e humildade para procurar ajuda. Não tem mentores ou confessores.

– Ambição e grandiosidade; um toque de messianismo; grande capacidade de sedução.

– Vive numa atmosfera religiosa irreal. A vida, o discurso, o linguajar, a teologia, o ritual do cargo são divorciados da realidade.

– Ministério bem-sucedido, mas que depende mais de técnicas seculares e recursos materiais do que da presença do Espírito.

– Dificuldade de demonstrar carinho e criar vínculo de intimidade e cumplicidade com a sua esposa. Ao contrário, como ela é a única a denunciá-lo, passa a ser vista como inimiga.

– Histórico de uma agenda paralela secreta: fantasias, romances platônicos, mau uso da internet (sites de pornografia e de encontros).

– Sucesso no ministério e conhecimento acadêmico, o que gera uma atitude de auto-condescendência e justifica pequenos deslizes.

– Perfil metrossexual: tipo de homem vaidoso, metropolitano, que se preocupa excessivamente com sua imagem, aparência, e cuida da beleza física.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Pecado é mau aos olhos, pior na língua, pior ainda no coração, acima de tudo pior na vida.
Se o homem não se interessa por Cristo ele pode perecer com  a oração do "Pai-nosso" em seus lábios
Sejam bem-vindos! Semanalmente postarei textos de cunho pastoral aqui, com o intuito de tornar acessível material de linha reformada em português. Há uma gama de necessidades de apoio e suporte ao ministério pastoral no Brasil. Com esse blog pretendemos amenizar um pouco dessas necessidades, traduzindo textos e disponibilizando-os a pastores e irmãos que estão servindo na seara do Mestre.  Estamos abertos a sugestões e opiniões, ajude-nos na divulgação desse trabalho. Aprecie sem moderação e seja abençoado


Soli Gratia


Pr. Lindomar Moreira